Afinal o que é Evento Adverso?

Evento Adverso é um incidente que resulta em dano à saúde do paciente que pode ser classificado em:

Evento Adverso Evitável: incidente que resulta em dano ao paciente (ato não intencional) ou a uma violação (ato intencional).

Exemplos:

– Infecção por falta de higiene das mãos;

– Prescrever a dose errada de um medicamento;

– Falhas na comunicação.

O Evento Adverso é evitado através da prestação de uma assistência segura baseada em evidência e em boas práticas.

Evento adverso não evitável: incidente decorrente do cuidado prestado aos pacientes, que resulta em dano à saúde e não é atribuído à evolução natural da doença de base.

Exemplo:

– Uma complicação hemorrágica após o uso de um quimioterápico;

– Uma reação alérgica medicamentosa em paciente sem antecedentes.

A Notificação de Evento Adverso deve ser realizada pelos profissionais, pacientes e acompanhantes, através de formulário específico disponibilizado pelo Núcleo de Segurança do Paciente – NSP da instituição;

O monitoramento e gerenciamento dos eventos adversos devem ser realizados através do NSP de cada instituição e tem como responsabilidade notificar os eventos adversos recebidos na instituição ao Sistema de Notificação da Vigilância Sanitária – SNVS através do NOTIVISA obedecendo aos critérios abaixo.

– A notificação dos eventos adversos, deve ser realizada mensalmente pelo NSP, até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância, por meio das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pela Anvisa.

– Os eventos adversos que evoluírem para óbito devem ser notificados em até 72 (setenta e duas) horas a partir do ocorrido.

Notivisa é um sistema informatizado desenvolvido pela Anvisa para receber notificações de incidentes, eventos adversos (EA) e queixas técnicas (QT) relacionadas ao uso de produtos e de serviços sob vigilância sanitária.

A notificação através do notivisa além de ser realizada pelo NSP de cada instituição também pode ser realizada por:

– Profissionais de serviços de saúde (Hospitais, Clínicas, Hemocentros, Laboratórios, dentre outros);

– Profissionais/técnicos da Anvisa, das Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais, das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde;

– Profissionais de Laboratórios de Saúde Pública, Universidades/Centros de pesquisa;

– Profissionais que atuam em drogarias e farmácias;

– Profissionais das empresas detentoras de registro de produtos sob vigilância sanitária (fabricantes, importadores e distribuidores);

– Profissionais de saúde liberais;

– Cidadãos – pacientes, familiares, acompanhantes, cuidadores e outros.

 

Referências:

  • Brasil, Ministério da Saúde. Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Ações para a promoção da Segurança do Paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. 2013 Julho.
  • Brasil. Implantação do Núcleo de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS); 2016.
  • Brasil.Gestão de Riscos e Investigação de Eventos Adversos Relacionados a Assistência em Saúde – Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS); 2017.

Ana Carolina Cardoso Dantas —

  • Enfermeira, Mestranda em Segurança do Paciente pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
  • Gestora da Qualidade em Saúde pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
  • Avaliadora da Organização Nacional de Acreditação – ONA.
  • Especialista em Oncologia e Tratamento Antineoplásico pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

Expertise em elaboração, implantação e reestruturação de processos de gestão da qualidade, segurança do paciente, planejamento estratégico, gestão clínica e administrativa de serviços de saúde.